segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Respostas


Presenciar-se de passagem
uma onisciência
de si
enquanto

uma data carrega a importância de uma

Vida

Contrapeso de uma trajetória

A insonoridade dos ecos
de dores que vão e sempre voltam
- Teoria da dor:

equação de mim mesmo.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Nosso além

A lembrança tenta ser furtiva

Escapar por entre os dedos de um coração

Relegado a ser marginalizado

Erros que conduzem a dor

A um acelerar distante

Um alcançar...

Um passado

Outra vida

Pensamento solitário de enfermos

Olhar os pés que nos carregam pelos caminhos

Uma mensagem, uma dor, uma lembrança

Ainda vive a fechadura...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Aquela luz

Aquela luz... para que serve?

Conversar com alguém e na verdade falar consigo

Mostrar sua vida para si mesmo

Uma vida errada

A chama da vela cintila com a brisa do pôr-do sol

Resta-me apenas o derramamento das circunstâncias

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Offuscare

Meus olhos estão cansados
As retinas fatigadas.
Vejo tudo como um ridículo deja vú
Acontecimento atrás de acontecimento...
secamente olho todas essas coisas
Sem ver profundidade alguma em tudo (isso)
Vendem-me ou então apaguem as luzes
Assoprem essa vela de mediocridade
Ver cansa-me, esgota-me!
Essa falsa perfeição, ócio embutido e sistemático
Apaguem-me tudo isso...Desliguem as luzes
Estou só, gosto de ser só...
A solidão é paradoxalmente minha melhor companheira.
Meu romance declarado, simétrico.
Trago-lhe flores. Flores nascidas e nutridas de dor.
Talvez as flores mais puras e belas
( Digo-lhe que) com ela sinto-me imerso num mar de silêncio e calmaria
E nesse mar mergulho, afogo-me
deixo de existir...
De quê te serve o intelectualismo?
Me diz, de quê te serve a racionalidade e a criticidade?
Meu caro! Te digo firmemente...
Sê rude, sê arcaico, sê estúpido...

Dessa forma nunca serás só, nunca estarás sozinho
Sempre terás um ombro a reclinar-te.
A solidão não é para todos...
Assim como nem todos são para a poesia.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Fetiche

Eu gosto é das meninas
do I.E.P.
Com suas saias curtas
a remexer.
Aquelas coxas macias
ainda vão derreter
todo o meu senso ético...

Todas em grupo,
em cardumes.
Nas praças, nas ruas, seus perfumes
me deixam nu, seu olhares
saindo do Centur...
Seus perfis na sombra da noite.

Quanta vontade
correndo nas veias...
Ah..
O meu gozo naquelas meias...

Abílio Dantas