Estou só, gosto de ser só...
A solidão é paradoxalmente minha melhor companheira.
Meu romance declarado, simétrico.
Trago-lhe flores. Flores nascidas e nutridas de dor.
Talvez as flores mais puras e belas
( Digo-lhe que) com ela sinto-me imerso num mar de silêncio e calmaria
E nesse mar mergulho, afogo-me
deixo de existir...
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
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2 comentários:
Bem Álvaro de Campos esse poema, né Renato? Muito bom. Apesar de ter me deixado pensativo demais.
Abílio
Ao ler este texto, confesso, não pude evitar, lembrei-me dA Solidão Que Nos Fez Poetas, um texto que escreví há dois atrás, numa altura em que habitava no Universo complexo e profundo da solidão.
De facto, concordo, a solidão pode ser nossa melhor companheira, ou seja, a gente se adapta a ela e ela a nós. É muito mais fácil a gente lhe dar com ela com franqueza do que com certas pessoas. Mas, uma coisa é certa, o ser humano nasceu pra socialização, pra vida em comunidade, pra partilha...
A ideia da solidão pode, em certas instancias, representar a manifestação do nosso ego e, sem querer ofender a ninguém, pode até ser uma forma de egoísmo, ou timidez.
Adorei visitar o teu blog. Tudo muito bacana por aqui. Muita força, paz, saúde, amor e alegria.
Um abraço moçambicano, lá do fundo.
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